Cuidados no Frio: prevenção é a melhor defesa contra doenças respiratórias
- Redação

- 15 de mai.
- 2 min de leitura

Com a chegada do clima frio, chega também a época de maior propagação de doenças respiratórias no ano, principalmente em meio às crianças. Tanto a baixa unidade do ar quanto a grande parcela de tempo em ambientes fechados, propiciam uma circulação volumosa de microrganismos que causam sintomas respiratórios, levando a procura em massa por atendimento de saúde devido queixas semelhantes.
É importante lembrar que não apenas o vírus da gripe (Influenza) é o causador de síndromes respiratórias nessa época do ano, sendo que diversos outros vírus para os quais não temos vacinas específicas são capazes de causar sintomas gripais.
Levando isso em consideração, é importante manter o calendário vacinal anual atualizado para a prevenção contra formas graves evitáveis pelo contato prévio com formas atenuadas do vírus Influenza presentes na vacina e por outro lado, outras formas eficazes de prevenção devem ser aplicadas para evitar o contágio com agentes causadores de infecção nas vias aéreas.
A boa e velha lavagem das mãos com frequência sempre será uma ótima aliada no combate à propagação de vírus e bactérias, bem como a utilização de álcool em gel.
Outra medida que reduz a propagação de partículas respiratórias é o uso de máscaras em locais aglomerados ou fechados, com a mesma eficácia com a qual ajudou no controle do contágio durante a pandemia da Covid-19.
Também é indispensável que, mesmo no frio, os ambientes sejam abertos para adequada ventilação do local, evitando o acúmulo de partículas dispersas no ar.
As medidas individuais que protegem o organismo contra as infecções respiratórias são: hidratação constante, apesar da menor sensação de sede no frio, tendo em vista que o ar seco resseca as mucosas facilitando a instalação de processos infecciosos; alimentação rica em componentes que fortalecem o sistema imunológico (ovos e carnes, leite, castanhas, frutas e legumes); aquecimento apropriado por meio de roupas suficientes e evitar mudanças bruscas de temperatura.
No caso dos pequenos, a lavagem nasal com soro fisiológico ajuda a prevenir infecções respiratórias em crianças, por evitar o acúmulo de secreções que podem ser fonte de inflamação.
Se mesmo aplicando as medidas de prevenção disponíveis, não foi possível evitar o contágio, é fundamental ter em mente que a maioria dos quadros virais são autolimitados, ou seja, melhoram espontaneamente após o ciclo da doença.
As medidas sintomáticas e saudáveis durante os resfriados proporcionam conforto durante a recuperação. Em casos mais graves, como por exemplo febre persistente, falta de ar e dor torácica é necessário passar por uma avaliação médica para detecção precoce de complicações e manejo em tempo certo.
Dra. Mariana Squinca
CRM: 272125/SP

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