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Tá chegando a hora!...

Atualizado: 20 de mar.

Crédito: Arquivo Pessoal

Isso mesmo! No próximo dia 6 de abril encerram-se as inscrições partidárias. Ou seja: quem quiser disputar as eleições municipais desse ano, em 6 de outubro, tem que definir seu partido até esta data. Parece simples. E é, para os políticos que tem atuação e postura ideológica, para quem a decisão é objetiva e mais decidida. É programática!


Já para aqueles que trocam de partido como quem troca a peça íntima a cada eleição, estão em pleno estágio ‘escolha de Sofia’, o que quer dizer, na encruzilhada eleitoral. É mesmo uma dúvida moral que chega, mesma que tardia. A expressão invoca a imposição de se tomar uma decisão difícil sob pressão de um sacrifício até pessoal, mas no fundo mesmo é  eleitoral.


A nós, eleitores, cabe (deve caber) a noção de que a ideologia política é um dos fatores levam em consideração na hora de escolher em quem votar. Por isso procuramos alguém que pensa como a gente, que tenha os mesmos valores morais, as mesmas crenças e posicionamentos, principalmente diante de temas como educação, sustentabilidade e comportamento. E ética.


Isso torna a eleição de vereadores uma interessante guerra de titãs. A despeito da Câmara Municipal vigente, que tem (ou deveria ter) a enorme a função de elaborar leis, fiscalizar os trabalhos da prefeitura e sugerir ações e melhorias para a cidade. Isso mesmo!


Senso comum, assistimos uma das legislaturas mais controversas dos tempos recentes. Com raras e pouquíssimas exceções, nossa casa de leis vem atuando como um instrumento carimbativo, sujeita apenas a propor milhares de indicações. Ação comum, mas cujo resultados pouco fortalecem a representatividade do Poder Legislativo.


Projetos e proposituras pipocam a centenas de distância dos problemas cruciais da maioria do nosso povo. É repugnante perceber o uso inadequado do Legislativo, na pior das metáforas, voltada a atender pedidos e encaminhar ao amigo mandatário. Um toma lá-da-cá que não cabe mais na legitimidade da atividade pública contemporânea.


Recordemos que o ex-presidente da Câmara, agora na iminência de buscar outros espaços políticos (o que faz parte), pecou em seu mandato ao deixar de confrontar com a devida precisão para que o governo extirpasse os vereadores de requererem informações essenciais a sua função fiscalizadora. Foi imperdoável.


A atual presidência, considere-se de valor suas propostas de modernização do Legislativo, porém, sempre tem o porém: pecou em entregas que lhe poderiam coloca-la num outro patamar. Ao concordar, por exemplo, com o prefeito no empréstimo Finisa, de R$ 60 milhões, em obras de mínimas prioridades sociais, meio que permitiu rabiscar sua trajetória. Imperdoável  também.


Mas como tudo é muito dinâmico na política, agora os dois se lançam como baluartes contra o caos estabelecido pela atual gestão. Meio que tardiamente, mas ajudaram para que fossem protocoladas duas CEIs (Comissão Especial de Inquérito) que, a partir de suas aprovações, vão colocar o prefeito por pelo menos 90 dias no paredão, para que explique o caos na saúde pública e o descaso com a merenda escolar.


No mais, dos demais nove membros da atual legislatura, apenas duas cadeiras mostram-se combativas; outras cinco enviesadas aos interesses do governo e de baixa laicidade. Por fim, outra duas que ainda navegam conforme o vento (triste!). Isso nos traduz que o conjunto de valores em prol da coletividade fica à mercê da próxima eleição. 


Então, não vai bastar eleger um bom prefeito para resgatar o sentido da nossa cidade. É responsabilidade gigante, a nossa, de votar em candidatos a vereadores que fujam do contexto atual. É tarefa nossa contribuir para renovação e, quiçá, ter capacidade de aproximar as pessoas da atividade pública.


Por isso, importante o entendimento das ideologias. Temos gente no espectro progressista, liberal e conservador. Há de existir nomes de qualidade em todas as esferas. Essa amplitude de ideias é o que garante a democracia.


Assim, caros e raros (e) leitores, nada melhor que uma máxima Wildiana que orienta e nos faz refletir. É mais o menos assim: ‘há aqueles que levam alegrias onde vão. Outros quando vão’. Acho isso verdadeiro.


Vanderlei B. Nascimento - jornalista, assessor político, corretor e perito imobiliário, escrevinhador nas horas vagas.

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