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Artigo: Blefes e blofes!... por Vanderlei Nascimento

Chega a ser impressionante como nos períodos pré-eleitorais o blefe – na melhor tradução, o engano da verdade – ocupa espaços pouco dantes visto nos cafés e fofoquês da província. Outro instrumento, não menos blofe, são as pesquisas eleitorais que pulam ora-a-ora na leviana intenção de ser algum indicativo.


Crédito: Reprodução Redes Sociais

E que ninguém se deixe enganar pela obviedade de que daqui até as vésperas da eleição vamos defrontar com um festival de aferições, todas a gosto dos grupos políticos, cada um disputando cabeça a cabeça o páreo eleitoral. Para os votantes, um gerador de desconfianças, infelizmente; para os institutos de pesquisas (?), um doce deleite, mas cuja veracidade é tão visível quanto cabeça de bacalhau.


E sintam a paradoxal situação: o candidato mais viável do governo, mesmo que em momento lastimoso, seria o dr. Agnaldo Piscopo. O nome dele, sem dúvida, é o mais assertivo diante do baixo nível do quadro de asseclas no entorno do prefeito vigente. Não se vê ninguém, no espectro do governo, em condições de assegurar uma eventual continuidade.


O cardiologista –  bem reconhecido – seria sem sombra de dúvidas a cereja eleitoral que poderia dar ânimo à deplorável gestão pública desses infelizes dias. Eis senão quando, o preferido vem a público e diz que vai está fora da corrida, que vai cuidar de evoluir sua carreira em oportunidades iminentes nos principais fronts da medicina do País.


No outro campo político, se assim podemos dizer, o ex-prefeito e também médico, dr. Brambilla, ainda em embate judicial, não tem clareza se poderá ou não disputar a eleição, mesmo diante do ufânico favoritismo apontando naquelas pesquisas as quais nos referimos há pouco. O círculo íntimo garante que ele vai. A realidade mostra-se inversa, até então.


Se os dois casos são blefes ou não, vamos saber em breve, mas o que parece certo é que até o momento a fotografia dos dois principais nomes para assumir a prefeitura de Araras, em janeiro de 2025 estão, cada um a seu modo, fora das urnas. Nisso, a disputa majoritária tende a se transformar numa torre de babel, na qual os demais postulantes falam o que quer e pouco se entendem.


Naqueles mesmos cafés, vem o zum-zum de que Píscopo estaria mesmo à espreita, aguardando a decisão sobre Brambilla para aí tomar a decisão mais segura, tal como indicam as tais pesquisas, de que no cenário sem o ex-prefeito, seu nome estaria em vantagem sobre qualquer outro.


No caso Brambilla, mesmo em boa cotação, já se ouve dizer que o tempo da política em breve passará de cronológico para atemporal. Ou seja, se a decisão judicial não sair logo, corre o risco de perder algumas vantagens, inclusive de retórica. E mais: transparece tímido seu movimento  no sentido de aglutinar os grupos insatisfeitos com os rumos e devaneios da atual da administração.


Fica para aquela a sensação do vazio, de não sei. É torcer para que saiam logo as respostas e que elas traduzam no porvir a fim do grotesco, da incompetência e da intimidação, das inverdades, do tipo ‘Kiota’, para ficar apenas no presente.


Crédito: Arquivo Pessoal

Deve nos aliviar a sensação otimista por dias melhores. Que logo possamos nos reencontrar novamente com todos os elementos indissociáveis do exercício do poder e da cidadania. Mais do que nunca, impõem-se soluções para cidade voltar a girar e recuperar o protagonismo perdido.


Talvez por isso mesmo vivemos um momento em que é preciso coragem para se posicionar. Percebemos cambalhotas na política e na economia, gerando um incômodo clima da instabilidade e do caos, o que abala de forma impactante todos os serviços públicos. Não dá mais pra segurar. Ninguém aguenta – e nem quer mais - andar feito caranguejo.


Vanderlei B. Nascimento: jornalista, assessor político, corretor e perito imobiliário, escrevinhador nas horas vagas.

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