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Gaeco investiga aplicação de medicamento falsificado contra o câncer em paciente de Araras; três suspeitos são presos

há 2 dias
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Um medicamento oncológico falsificado teria sido aplicado em um paciente de Araras, conforme informações relacionadas à investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, e pela Polícia Civil. Nesta quinta-feira (5), as autoridades deflagraram a segunda fase da Operação Laziosi, que apura a comercialização de medicamentos falsificados utilizados no tratamento contra o câncer e suspeitas de lavagem de dinheiro.



A operação resultou no cumprimento de três mandados de prisão preventiva, nas cidades de Araraquara e São Paulo, além de 18 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 15 milhões em bens e valores relacionados aos investigados e a suspensão das atividades de sete empresas.


Os presos foram identificados como Nalva Braz do Nascimento, Petter Gabriel Cavalcante Chagas e Sharlene Chaves Barbosa. Os três são investigados por suspeita de participação no esquema que envolveria a distribuidora de medicamentos Nacionalfarma.


De acordo com as investigações, a empresa teria continuado comercializando medicamentos mesmo após a primeira fase da Operação Laziosi, realizada em 2024. Os investigadores apuram a distribuição de produtos falsificados destinados ao tratamento de pacientes com câncer.


Laudos periciais identificaram um medicamento falsificado que não continha o princípio ativo necessário ao tratamento. A ausência da substância pode comprometer a eficácia terapêutica e representar riscos à saúde dos pacientes que receberam o produto.


As apurações apontam que as vendas declaradas do medicamento investigado ultrapassaram R$ 1,5 milhão em 2024, com distribuição para pelo menos sete estados brasileiros.


Ainda segundo as autoridades, em abril de 2025, a distribuidora teria comercializado nove unidades de outro medicamento que posteriormente foi identificado como falsificado.


Em Araras, a investigação aponta que um dos medicamentos suspeitos chegou a ser administrado a um paciente em atendimento hospitalar. Não foram divulgadas informações sobre a identidade da pessoa, seu estado de saúde ou possíveis consequências da aplicação do produto.


A Operação Laziosi busca identificar os responsáveis pela fabricação, distribuição e comercialização dos medicamentos falsificados, além de apurar a movimentação financeira das empresas e pessoas investigadas.


As investigações continuam sob responsabilidade do Gaeco e da Polícia Civil. Os suspeitos presos preventivamente permanecem à disposição da Justiça, e as responsabilidades individuais ainda serão apuradas no decorrer do processo.

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