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Maio Laranja: proteger criança é responsabilidade de todos


Maio chegou com uma cor que precisa incomodar. A cor laranja, símbolo do combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, representa uma das lutas mais urgentes do nosso país.


A cada hora, três crianças são abusadas sexualmente no Brasil. São 500 mil vítimas por ano.  Números que deveriam paralisar qualquer pessoa. E que, infelizmente, ainda não chegam com força suficiente ao debate público.


Os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que 61,6% das vítimas de estupro no país têm até 13 anos, e 61,7% dos casos acontecem dentro da própria casa.  O perigo, na maior parte das vezes, não vem de fora. Vem de dentro. De quem deveria proteger.


Isso precisa ser dito claramente, sem eufemismos.


O silêncio é o maior aliado desse crime. Estima-se que apenas 7,5% dos casos chegam a ser denunciados às autoridades.  Isso significa que a maioria absoluta das vítimas carrega sozinha um peso que não é delas.


Como vereadora, tenho acompanhado de perto essa realidade. E sei que a mudança não vem só da lei. Vem do olhar atento de quem está ao redor. Do professor que percebe algo diferente. Da vizinha que resolve não ficar quieta. Do familiar que decide perguntar.


Proteger criança não é assunto de especialista. É obrigação de toda a sociedade.


Se você suspeita, denuncie. O Disque 100 é gratuito, funciona todos os dias e garante o sigilo de quem liga. O Conselho Tutelar também está à disposição. Não espere ter certeza. Criança não pode esperar.


Maio Laranja não é só campanha. É um lembrete de que a infância que não protegemos hoje vai cobrar a conta amanhã.


Esther Moraes

Vereadora em Santa Bárbara d’Oeste

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